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Nunes, Tânia Celeste Matos. A especialização em saúde pública e os serviços de saúde no Brasil de 1970 a 1989. [Doutorado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1998. 194 p.

Anexo XXI

Roteiro de Entrevista

 

Questões Comuns para a Faculdade de Saúde Pública/USP e ENSP :

  1. Observando as duas décadas, como você analisaria a participação da Escola na formação para os serviços de saúde? Nesse período houve mudanças nos cursos? Houve mudanças na clientela?
  2. Que momentos, projetos ou mesmo eventos, ao longo dessas duas décadas, representaram saltos na questão do ensino da saúde pública, que possam ser significativos para marcar períodos?
  3. Como se dá a relação da Escola/Faculdade com o Ministério da Saúde, nessas duas décadas?
  4. E com as Secretarias Estaduais de Saúde?
  5. E com os municípios?
  6. Como a Escola/Faculdade recrutou e selecionou docentes, nos diferentes contextos vigentes no período abordado por este estudo? Destaque se houve estratégia especial
  7. Na dinâmica da Escola/Faculdade, como se vão formando os grupos de trabalho, organizando-se as equipes, os departamentos, núcleos etc.?
  8. Quais as referências utilizadas pela Escola/Faculdade para organizar suas programações, formatar seus cursos e disciplinas, nestas duas décadas?
  9. Quando se instala a pós graduação stricto sensu ocorre alguma modificação nos cursos de especialização?

  1. Como analisa a entrada da ABRASCO, em 1979, no cenário da formação em saúde pública, para a Escola/Faculdade?
  2. E com relação ao CEBES?
  3. Tem conhecimento de alguma rede informal que tenha influenciado o desenvolvimento dos cursos? Em caso positivo, como ela operava?
  4. Os alunos influenciaram mudanças na Escola/Faculdade nesse período? Em caso positivo, de que forma?
  5. A Escola/Faculdade estabeleceu alguma relação com seus ex-alunos? Os ex-alunos procuram a Escola? Em caso positivo, como se dá essa relação?

 

 

Questões Relativas às Conferências Nacionais de Saúde

  1. Como se deu a participação da Escola/Faculdade na 7a. Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1980, em Brasília?
  2. E na 8a. Conferência Naconal de Saúde, em 1986? E nas pré Conferências Estaduais?
  3. E nas Conferências de temas específicos (Saúde da Mulher, Saúde do Trabalhador, Saúde Mental, Recursos Humanos)?

 

Questões Específicas para a Escola Nacional de Saúde Pública/ENSP

  1. Você acha que a montagem dos programas de cursos, durante a década de 70, foi influenciada pela lógica ou por algum movimento ou fenômeno que se passava ao nível daspolíticas de governo, dos serviços de saúde ou da sociedade brasileira? De que forma?
  2. Na relação de cursos observam-se que alguns deles foram considerados especiais. Refiro-me àqueles ministrados para o Exército e depois para a Fundação SESP. Por que esses cursos eram especiais e por que foram oferecidos pela Escola nessa modalidade?
  3. Observo que a programação de 1980 oferece muitas especializações, alguns aperfeiçoamentos e que surgem muitos cursos internacionais. Como você explica essa configuração?

 

Relativas ao PESES/PEPPE

  1. A partir da criação do PESES/PEPE observam-se mudanças importantes nas programações e nas equipes docentes? O que mudou com o Peses/Peppe no conjunto dos cursos e das disciplinas? Quais os grupos que foram mais permeáveis a mudanças? Essa experiência mudou o processo de gestão da Escola? De que forma?
  2. Ainda com relação ao PESES/PEPPE, como se passou a relação:

    • entre Escola e FINEP?
    • entre Escola e OPS?(sub-projeto do ensino)
    • entre Escola e outros Centros Formadores em Saúde Publica?
    • entre Escola e Serviços de Saúde?

  1. Na sua opinião, o Peses/peppe influenciou o ensino da Saúde Pública brasileira? Como se deu essa influência? Você situa alguma contribuição especial na formação de pessoal para os serviços? Como?
  2. O PESES/PEPPE influenciou a renovação do corpo docente da ENSP. Nesse caso, como se processou a relação entre os "antigos" e os "novos" docentes?

 

Relativas aos Cursos Descentralizados.

  1. Como e porque surge a idéia de realizar cursos descentralizados?
  2. Como os professores da ENSP se envolvem com essa idéia? Há alguma modificação nos programas de cursos e na gestão da Escola decorrentes da implantação do programa? Comente.
  3. Como se dá a relação da Escola com as Secretarias de Estado? E com os outros Centros Formadores que vieram a se constituir em pólos descentralizados? E com outros parceiros, como SUDENE e SUDAM, que constam da bibliografia como parceiros?
  4. Você considera que essa experiência contribuiu para o ensino da Saúde Pública brasileira? De que forma? E para os serviços de saúde? Comente.
  5. Alguns trabalhos analisam a experiência de implantação dos descentralizados, referindo inovações. Você concorda que elas ocorreram? Como a ENSP lidava com essas inovações?
  6. Os registros dos Seminários de Avaliação dos descentralizados trazem discussões importantes para a relação ensino x serviço, como: perfil generalista x especializado,mudanças no serviço e introdução de novas abordagens disciplinares, dentre outras. A ENSP aproveitava o resultado desses Seminários? Como?

 

Questões Relativas à Residência em Medicina Preventiva e Social

  1. Por que a ENSP/Faculdade optou pela instalação da Residência?
  2. Você considera que a Residência cumpria bem, nesse período, a funçào de formar profissionais para os serviços de saúde? Por que?
  3. O Programa de Residência trouxe mudanças para a escola/Faculdade?

 

Específicas para a Faculdade de Saúde Pública:

  1. Observei, pela análise dos dados, uma significativa participação de docentes da Faculdade, nesse período, em cargos do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Você acha que a programação da Escola foi influenciada por essa relação? De que forma?
  2. Observei também, que, nesse período, alguns cursos foram realizados em Brasília. O que mobilizou a oferta de cursos com essa característica? A autorização de seu funcionamento, nessas condições, sofreu alguma restrição por parte da Universidade?
  3. A partir do ano de 76, ocorre uma série de cursos de Especialização em Saúde Pública para nível local. Porque surgem esse cursos?
  4. Os cursos de Especialização em Saúde Pública para nível local, têm uma diferença programática. Como você analisaria a sua entrada na programação da Escola?
  5. Você acha que os cursos de Especialização em Saúde Pública para nível local contribuiram para a administração da saúde no estado de São Paulo? Como e porque?
  6. Nos anos 80, a Faculdade realiza alguns cursos no interior de S.Paulo. Porque? Você acha que essa ação externa tem algum significado especial para a Faculdade? Em caso positivo, qual?A Universidade criou algum tipo de restrição para o seu funcionamento?
  7. Você acha que o aumento do grau de titulação dos professores influencia o perfil da programação? De que forma?
  8. Durante essas duas décadas, a Faculdade teve algum programa inovador que você destacaria como importante para a evolução dos cursos de preparação de quadros para os serviços de saúde? Comente.
  9. Porque a Faculdade não implantou Programa de Residência?

  1. Observa-se no perfil da programação de cursos da Faculdade, uma opção pela segmentação de clientela por profissão, diferente de outros centros que oferecem os mesmos cursos para profissões diversas. Qual a razão dessa opção?
  2. Observa-se que a partir de um determinado período, os cursos se organizam por profissões, mas que o módulo inicial é igual para todos e o trabalho de campo também é multiprofissional. Porque a Faculdade optou por essa construção? Comente.
  3. Nos arquivos de cursos não foi possível encontrar relatórios. Estou trabalhando, nesta tese, com a análise de projetos. Após a aprovação dos projetos, era possível operar alterações nos projetos de cursos?Comente.
  4. Observei, nas listas de alunos de cursos lato sensu, um número significativo de sanitaristas que se tornaram, posteriormente, reconhecidos docentes e militantes. Os alunos influenciavam modificações da Escola? Em caso positivo de que forma essa influência se processava?
 
 
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