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Nunes, Tânia Celeste Matos. A especialização em saúde pública e os serviços de saúde no Brasil de 1970 a 1989. [Doutorado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1998. 194 p.

II - Pressupostos e Objetivos

Pressupostos

A revisão preliminar da literatura possibilitou estabelecer os seguintes pressupostos:

  1. Existe no Brasil um conjunto de Centros Escolares do campo da Saúde Pública, cuja expansão foi expressiva nas décadas de 70 e 80, que se organizaram na interação entre si, com outros parceiros, e com as correspondentes políticas de saúde, nas distintas conjunturas;
  2. Esses Centros, dentre outras atividades ofereceram diferentes programas de formação de recursos humanos em nível de especialização, preparando pessoal para atuar de acordo com as políticas de saúde que estavam sendo implementadas na época;
  3. As Escolas/Centros formadores foram protagonistas de um processo de formulação de políticas de Saúde Pública no período estudado;
  4. A existência de alguns mecanismos de cooperação, dentre outros elementos, favoreceu o surgimento de uma rede de formação em Saúde Pública no Brasil.

O amadurecimento dessas questões, através da revisão de literatura, ampliou o entendimento das Escolas como espaços de construção dos processos de ensino que se constituíram como programas diversificados no período, levando à definição dos seguintes objetivos:


Objetivo Geral

Analisar elementos significativos da formação em Saúde Pública, interpretando o significado das Escolas de Saúde Pública como espaços privilegiados na formação lato sensu, para o desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro, nas décadas de 70 e 80.


Objetivos Específicos

  1. Proceder ao mapeamento dos conteúdos, do corpo docente e das clientelas dos cursos de especialização, oferecidos pelos Centros formadores em Saúde Pública, no período analisado;
  2. Buscar relações entre as propostas do conteúdo, do perfil docente e das clientelas, com as políticas formuladas no período;
  3. Analisar documentação específica que seja indicativa da capacidade de formulação de políticas, exercida por esses Centros de formação para a saúde coletiva;
  4. Identificar mecanismos de interlocução entre as Escolas/Centros formadores, e delas com os organismos nacionais, que possam ter potencializado uma ação em rede.
 
 
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