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Ponte, Carlos Fidelis da. Médicos, psicanalistas e loucos: uma contribuição à história da psicanálise no Brasil. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1999. 205 p.

Anexo 3

 

Anexo 3 (continuação)

 

Justificação

Desde sua criação, por Sigmund Freud, a Psicanálise vem experimentando amplo desenvolvimento, aumentando substancialmente seu campo de aplicação.

Na sociedade contemporânea, especialmente nas concentrações urbanas, onde são cada vez maiores as pressões sobre o indivíduo, geradas por um complexo causal próprio do tempo em que vivemos, são também cada vez mais freqüentes as neuroses e os conseqüentes distúrbios de conduta, que geram, inclusive graves problemas sociais.

Assim, é extremamente importante a atuação do psicanalista clínico, ao qual compete o diagnóstico das neuroses e distúrbios de conduta e a aplicação de técnicas visando a sua terapia.

Impõe-se, por conseguinte, a regulamentação do exercício desta profissão, a fim de que, inclusive, se permita um maior desenvolvimento da Psicanálise em nosso meio.

É essa a finalidade que buscamos com esta proposição, que preconiza que só poderão exercer a profissão de psicanalista clínico os formados em Medicina, Psicologia ou Ciências Humanas e Sociais, que hajam concluído curso específico reconhecido.

A fim de resguardar os direitos dos médicos que exercem há mais de cinco anos a atividade de psicanalistas clínicos, o projeto prevê que este poderão requerer o reconhecimento profissional, no prazo de cento e oitenta dias.

Em face da relevância da matéria, esperamos venha a propositura a merecer a aprovação dos ilustres membros do Congresso Nacional.

Sala das Sessões, 10 de novembro de 1977. - Otávio Ceccato.

( DCN - Seção I, 4/12/ 1977, pag. 13001.)

 
 
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