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Pietrukowicz, Marcia Cristina Leal Cypriano. Apoio social e religião: uma forma de enfrentamento dos problemas de saúde. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 2001. 117 p.

Capítulo II:

O Centro Espírita e seu funcionamento

2.1 - Um olhar sobre a Doutrina Espírita

Para falarmos da Doutrina Espírita, inicialmente é necessário definir a palavra espiritismo. Segundo Giumbeli (1995) espiritismo, no universo religioso brasileiro que, é tudo que se relaciona com práticas e doutrinas religiosas associadas ao campo afro-brasileiro.

... na medida em que há entre o espiritismo e as religiões afro-brasileiras uma proximidade considerável, indicada não só pela existência de concepções (intervenção espiritual) e práticas (mediunidade) comuns, como pelo surgimento da Umbanda, criação sincrética juntando elementos do Kardecismo, do Candomblé, do Catolicismo e de doutrinas ocultistas (Giumbelli, 1995:11).

Assim, para muitos, o termo espírita não é um termo que carregue significações necessárias para diferenciar os adeptos da doutrina codificada por Kardec e os adeptos da Umbanda ou de outras religiões. Assim faz-se necessário delimitar o espaço religioso em que foi desenvolvida a pesquisa, que é um Centro Espírita Kardecista.

O Espiritismo surge enquanto corpo doutrinário, a partir de obras publicadas desde 1857 na França, como o chamado "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec. A noção de espírito para Kardec e seus seguidores desempenha três papéis (Giumbeli, 1995):

  1. Explicava certos fenômenos, revelando a existência de um outro plano com uma relação constante com este;
  2. Acreditava que algumas pessoas pudessem servir de canais para manifestação de espíritos de pessoas que já morreram (desencarnados);
  3. Defendia a idéia de evolução, pois todos somos ignorantes perante Deus, e o desenvolvimento de cada espírito depende da trajetória passada nas encarnações, durante as quais são afirmadas as individualidades de cada espírito, que é livre para tomar suas decisões, perante o caráter justo de Deus que "pune" ou recompensa segundo a sua moral e as suas leis imutáveis.

O foco da doutrina é a crença na reencarnação e na comunicação com "entidades espirituais desencarnadas", assim os espíritos dos mortos voltam à Terra e se encarnam em novos seres humanos. Presente nesta questão está a idéia do carma, que é o retorno à vida terrena para "pagar" pelos erros cometidos em encarnações passadas, num processo contínuo, até que tudo tenha sido resgatado e pago, atingindo assim um estado pleno de perfeição moral. A Doutrina Espírita desta forma proporciona explicações para as dúvidas humanas: "de onde viemos", "para onde vamos", "qual o sentido da vida", "porque sofremos", etc (Veja, 26 de Julho de 2000:80-81).

O Espiritismo é uma religião letrada e codificada. O livro, a leitura, o estudo ocupam lugar relevante nas sessões e nos seus rituais. Essa codificação é o que unifica em sua visão o Movimento Espírita, permitindo assim, sua distinção de outras formas de espiritismo (Cavalcante, 1983).

Segundo Cavalcante (1983:23):

A codificação é percebida como tendo inaugurado no mundo uma nova era: a espírita, precedida pela era cristã "codificada" no Novo Testamento, e pela era judaica "codificada" no Velho Testamento. Essas sucessivas revelações são vistas como correspondendo a fases evolutivas do homem.

A codificação é um conjunto de cinco obras (Cavalcante, 1983):

  • Livro dos Espíritos - que contém o núcleo e arcabouço geral da doutrina;
  • Livro dos Médiuns - pesquisa o processo das relações mediúnicas estabelecendo leis e condições do intercâmbio espiritual;
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo - explica o conteúdo moral da doutrina;
  • O Céu e o Inferno - discute as penas e os gozos terrenos e futuros; e
  • A Gênese, os Milagres e as Predições - trata dos problemas genésicos e da evolução física da terra.

Allan Kardec é apenas o codificador dessas obras que foram construídas a partir de um diálogo com "Espíritos da Verdade ou Superiores", assim essa doutrina é legítima para seus adeptos por ter sido transmitida pelos espíritos, não sendo uma criação das mãos humanas, sendo ela própria que fundamenta a existência de espíritos e suas formas de comunicação com este mundo (Cavalcante, 1983).

O sistema ritual espírita compõe-se de três aspectos: o estudo, a caridade e a mediunidade. Segundo Cavalcante (1983: 132), o estudo dá ênfase ao aspecto intelectual, valoriza a pesquisa e a investigação experimental, características desta religião. A caridade enfatiza o amor ao próximo segundo os ensinamentos de Jesus à luz do espiritismo. E a mediunidade afirma a relação existente entre homens e espíritos. Todos estes aspectos estão inter-relacionados, sendo que a mediunidade constitui-se na experiência central dessa religião.

Os Grupos espíritas Kardecistas desenvolvem um trabalho que é voltado para duas vertentes, o social e o espiritual. Em suas práticas, convivem com várias demandas trazidas pela população, que vão desde auxílio material como roupas e alimentos, à busca de auxílios em tratamentos de doenças. Segundo praticantes da doutrina, muitos dos problemas de saúde têm um envolvimento emocional, na medida em que acreditam que o fator emocional afeta diretamente um órgão do corpo humano. Casos como esses são tratados, num primeiro momento, através de "sessões de passes", que têm a finalidade de dar tranqüilidade, paz interior e alívio a sofrimentos físicos ou morais.

Sentimentos como raiva, orgulho, ira, etc, são meios para provocar as doenças, principalmente as psicossomáticas, que para uma melhora no quadro clínico do paciente é preciso trabalhar o comportamento e o corpo físico do indivíduo. Nos tratamentos espíritas se busca trabalhar com o "conteúdo" da pessoa, fazer o indivíduo refletir e agir sobre o seu próprio problema. E a relação com o apoio emocional está no controle do próprio destino, através de atividades sistemáticas que trabalham com essas idéias, idéias essas que valorizam a confiança em si, a auto-estima e as potencialidades de cada indivíduo(1). Os atendimentos são feitos através de sessões mediúnicas, de cura, de passes e em alguns casos de desobsessão.

Em uma das palestras a que assisti, me chamaram a atenção as palavras do palestrante: segundo ele há dois conceitos que devem ser explicitados:

  • Enfermidade moral - que são os sentimentos que destroem o indivíduo e acabam causando doenças. Sentimentos esses como o egoísmo, a ira, a vaidade, a raiva, etc;
  • Enfermidade física - que são as doenças que são conseqüências desses sentimentos negativos.

Assim, determinados sentimentos negativos levam o indivíduo a sobrecarregar o sistema nervoso, e o corpo por conseqüência acaba padecendo com a doença. Logo um órgão do corpo fica enfraquecido tornando-se suscetível à doença. Outro ponto interessante que ele chama a atenção, é com relação aos médicos que nas consultas devem procurar investigar o que realmente está causando o problema de saúde ao paciente, e acima de tudo procurar saber mais dele, sobre seus hábitos, comportamentos, atividades diárias, etc. A fala me chamou a atenção para as questões que permeiam o apoio social, principalmente quando ele falou do espaço que o espiritismo abre para as pessoas, no sentido de pensarem e refletirem sobre suas vidas e criarem um sentido de vida, para assim conseguirem resolver os seus problemas.

Segundo Giumbelli (1995:12):

É muito comum ouvirmos de um adepto do espiritismo que seu primeiro contato com essa religião aconteceu em função de problemas emocionais ou físicos, e sabe-se que parte significativa das conversões começa com casos de cura para a qual concorreu a intervenção de algum "médium".

Os antropólogos têm apontado aspectos positivos do tratamento religioso quando comparado aos serviços oferecidos pela medicina oficial, pois partem de explicações sobre doença inserida num contexto sócio cultural mais amplo. "... O tratamento religioso visa agir sobre o indivíduo como um todo, reinserindo-lhe como sujeito, em um novo contexto de relacionamentos" (Rabelo, 1998:47).

Esta autora ainda ressalta que segundo vários estudiosos:

... a passagem da doença à saúde pode vir a corresponder a uma reorientação mais completa do comportamento do doente, na medida em que transforma a perspectiva pela qual este percebe seu mundo e relaciona-se com outros (Rabelo, 1998:47).

Rabelo (1998), no seu artigo intitulado "Religião, Ritual e Cura" faz uma breve discussão sobre os rituais de cura, segundo alguns autores, e algumas concepções que envolvem este conceito.

Greenfield (1987), vem estudando a cura espiritual no Brasil desde 1982, através de observações feitas de cirurgias espirituais com técnicas utilizando alguns instrumentos como faca, tesouras, seringas e bisturi, sem ainda o uso de anestésicos. Neste artigo ele discute todo o ritual de cura utilizado por médiuns espíritas, e todo o arcabouço de concepções que envolvem a cura por esses grupos. De acordo com os grupos espíritas, a crença se fundamenta na possibilidade de comunicação com espíritos de pessoas já falecidas, e toda uma concepção de corpo voltado para aspectos relacionados com energias, fluidos, forças magnéticas, etc.

Outra questão interessante, e que nos chama a atenção, é o que Emerson Giumbelli (1995), em seu trabalho intitulado "Em Nome da Caridade: Assistência Social e Religião nas Instituições Espíritas", afirma:

Com base em estatísticas oficiais e em estimativas de pesquisadores dedicados ao assunto, podemos afirmar que existem hoje no Brasil entre três e quatro milhões de pessoas que se identificam como espíritas kardecistas, o que torna o Espiritismo a terceira religião - atrás do Catolicismo e do Protestantismo (sic) - do país em termos do número de adeptos (p. 12).

Este autor apresenta como característica sobre os espaços religiosos espíritas, sua concentração nas zonas urbanas e nas regiões mais industrializadas do país. Distinguem-se das outras religiões, por seus adeptos apresentarem índices altos de escolaridade e de renda familiar. Apresentam também uma quantidade de obras filantrópicas mantidas por esses grupos e uma produção editorial (Giumbelli, 1995). Já Greenfield (1987), argumenta que a religião espírita Kardecista se expandiu entre as classes sociais, principalmente as classes média-baixas, surgindo como alternativa religiosa.

No Brasil, a caridade Espírita tem duas formas principais, considerando como a missão espírita no mundo:

1a) dar assistência aos pobres através de práticas de caridade;

2a) a cura tanto física como mental, como uma missão espírita no mundo.

2.2 - A Fundação da Instituição

A instituição foi fundada há 50 anos, por um grupo de jovens que trabalhavam na Mocidade(2) de um Centro Espírita chamado União Espírita Francisco de Assis, que fundou a mocidade espírita do Rio de Janeiro. Estes jovens eram apenas assistentes, pois nesta época ainda não havia nenhum Centro Espírita com um grupo formado por jovens, e eles então apenas freqüentavam essa instituição. Passado um tempo, a Federação Espírita Brasileira, começou a pedir para que todas as casas (Instituições Espíritas), formassem a mocidade, que era um grupo de jovens espíritas que trabalhava na instituição em campanhas, eventos e na evangelização. A diretoria espiritual formou então um grupo de jovens para fundar a mocidade espírita daquela instituição, que se reunia aos sábados. Para coordenar esse grupo foi determinado um mentor espiritual, daqui da terra, para orientar e dar as aulas. Os jovens começaram a promover eventos com a finalidade de arrecadar fundos para a manutenção do centro espírita.

Tempos depois, houve alguns desentendimentos e o grupo de jovens resolveu sair desta instituição. A partir daí, resolveram que eles mesmos poderiam fundar uma instituição espírita, e com a ajuda de algumas pessoas que também se desentenderam com a diretoria daquela instituição (União Espírita Francisco de Assis) começaram a organizar a nova casa espírita na residência de um dos integrantes daquele grupo, que era de aproximadamente umas trinta pessoas entre jovens e adultos. E assim começou a Associação Espírita Francisco de Assis, que aos poucos e com a força de vontade daquele grupo de pessoas passou a crescer.

Inicialmente, através de campanhas, doações e eventos, que com o tempo arrecadaram uma quantia e puderam comprar um terreno para começar a construir a instituição. No início foi construído um barracão, que com o tempo tornou-se um prédio de dois andares onde hoje é o salão principal e a creche.

Durante sete anos a instituição ficou desenvolvendo os seus trabalhos ali. Neste período continuaram arrecadando fundos para dar continuidade às obras da casa espírita. Com o tempo o trabalho foi crescendo, hoje a instituição possui dois terrenos, um de fundos para o outro. O segundo terreno onde fica o prédio de três andares e que hoje é a frente da instituição, foi adquirido por doação de uma pessoa que fez questão de fazer a obra. Na medida em que o espaço físico da instituição foi crescendo, foi crescendo também o número de atividades desenvolvidas na Casa.

2.3 - Caracterização da Associação Espírita Francisco de Assis

A instituição atualmente possui dois prédios, ocupando dois terrenos, tendo assim duas entradas, uma (a dos fundos) na Rua Gil Gafrée e a outra (entrada principal) na Rua Capitão Bragança.

O prédio da frente possui três andares, no térreo se encontra o pátio da instituição, a secretaria e a livraria, uma sala para o plantão de entrevistas, dois banheiros, uma cozinha e uma sala que funciona como depósito. No 2o andar ficam ao todo cinco salas que são utilizadas para diversos fins, como os ciclos de estudos, reuniões, aulas de trabalhos manuais, palestras para pequenos grupos etc. Nestas salas há mesas e cadeiras disponíveis e em uma delas fica a biblioteca, ou seja, em um canto da sala se encontra uma estante com livros espíritas, que são emprestados às pessoas que freqüentam a casa. Há também neste andar dois banheiros. O terceiro pavimento é uma espécie de área livre.

No segundo prédio (que fica no outro terreno - nos fundos) são apenas dois pavimentos. No térreo encontra-se a sala dos médiuns, onde eles se reúnem para a preparação dos trabalhos, e onde é dado o passe. Nesta sala existem cadeiras, uma mesa pequena e uma estante onde ficam alguns livros de registros, livros para leitura e etc. Ao lado fica a sala de cirurgia espiritual, onde se encontram duas camas para a realização da cirurgia e algumas cadeiras que são para os médiuns, depois vem a sala pós-cirúrgica, onde as pessoas que acabaram de fazer a cirurgia ficam por alguns minutos de repouso antes de irem para casa. Em seguida vem o salão principal que é utilizado para as reuniões públicas, pelo grupo de gestantes, para vários eventos e etc. No 2o andar se encontra a creche Batuíra que dispõe de uma sala espaçosa onde ficam as crianças e dois banheiros. Uma sala para a coordenação da creche, a cozinha e uma área de serviço, utilizada para lavagem e secagem das roupas.

A creche tem um convênio com a Secretaria Municipal de Educação e é fiscalizada por esse órgão, seguindo assim as suas normas para o funcionamento. A Secretaria fornece alimentação e material para a creche que abriga 30 crianças da comunidade. A responsável pela a creche é a Lena, que comparece às reuniões e recebe a fiscalização que vistoria, com o intuito de saber se esta segue as normas de funcionamento e credenciamento com o município. As crianças que entram na creche têm toda assistência médica através de um acordo com o Centro de Saúde Germano Sinval Filho (Fiocruz) do qual recebem o atendimento pelos profissionais de saúde e fazem exames periódicos anualmente. Todo o apoio educacional é feito através da colaboração de voluntários que trabalham na creche.

Essas crianças ao completarem quatro anos são encaminhadas, automaticamente, para uma escola da rede municipal próxima de sua residência, com uma vaga garantida. As crianças permanecem na instituição das 8h às 17h. A creche tem uma entrada separada que é nos fundos da instituição, sendo utilizada a da Rua Gil Gafrée.

O Centro Espírita desenvolve uma gama de atividades, todas divididas em duas linhas de trabalho: o social e o espiritual. São desenvolvidas a partir desses dois "departamentos" em que se subdividem a instituição, e que de certa forma tem uma ligação entre si, pois não trabalham de forma isolada.

Atividades desenvolvidas pelo Departamento Espiritual:

Reuniões Públicas

Atividades

Explanação Evangélica e Passes

Estudo sobre as obras de André Luiz

Encontros de Estudos

Estudo sobre os quatro Evangelhos de J.B. Roustaing

Preces pelos irmãos desencarnados

Estudos Doutrinários

(1o, 2o, 3o e 4o Ciclos)

(1o e 2o Ciclos)

Histórias Evangélicas e Passes (para crianças)

Reuniões Privadas

Atendimento fraterno aos irmãos desencarnados

Estudo e atendimento aos irmãos desencarnados

Escola de evangelização

Maternal, Jardim e Pré-mocidade A e B

1o, 2o e 3o Ciclos

Mocidade

Estudo Evangélico para os pais e responsáveis

Evangelização infantil p/os assistidos - Ação Cristã Vicente Moretti

Plantão de entrevistas (diálogo fraterno)

Atendimento para inscrição e orientação visando tratamento cirúrgico - espiritual

Cirurgias espirituais e tratamentos específicos - explanação evangélica e irradiações

Visita a lares e hospitais (preces e passes aos irmãos impossibilitados de comparecer à AEFA)

Atividades desenvolvidas pelo Departamento Social

Atividades

Visita à Colônia de Curupaiti

Chá fraterno com apresentação artística ou palestra

Campanha do quilo

Creche Batuíra

Aulas de trabalhos manuais

Atendimento a gestantes

Aulas de Esperanto

Visita ao Manicômio Judiciário

Distribuição do sopão na rua

A Instituição, através das atividades de cunho social, oferece assistência à população da região que é caracterizada por uma área cercada por favelas que formam o Complexo de Manguinhos. Abaixo apresentamos um quadro referente à estimativa da população atendida:

Tipo de atividade

Número

Creche Batuíra

30 crianças

Campanha do quilo

80 famílias

Gestantes

50

Distribuição de roupas

130

Aulas de crochê/ponto de cruz

20

Aulas de pintura

10

Artesanato

10

Sopão

200 pessoas

Aplicação de flúor nas crianças da creche e evangelização

200 crianças

Dados obtidos no relatório de visitas/ entrevistas às instituições Espíritas da

AP3.1 - Região da Leopoldina - CEPEL, pesquisadora Sonia Acioli de Oliveira.

A Instituição é composta por um Conselho Deliberativo, que é o órgão máximo com 18 pessoas e pela Diretoria que é composta por 9 pessoas. A Diretoria é composta por: Presidente e Vice-presidente, Diretoria Social e Vice-diretora Social, Diretoria Espiritual e Vice-diretora Espiritual, Patrimônio, Tesouraria, Primeiro e Segundo Secretários.

Os recursos da instituição são obtidos da seguinte forma:

  • Doações - mantimentos, roupas, sapatos, brinquedos;
  • Venda de camisetas, fitas e livros;
  • Chás Beneficentes;
  • Sócios - com um pagamento de uma mensalidade.

Durante o trabalho de campo, foram escolhidas algumas das atividades, nas quais eu estaria participando e entrevistando as pessoas. As atividades selecionadas seguiram como critério, as que ocorriam de forma sistemática e que de certa forma as pessoas teriam mais contato com a instituição. As atividades observadas foram:

  • Campanha do quilo
  • Reuniões públicas
  • Atendimento à gestante
  • Aulas de trabalhos manuais
  • Estudos doutrinários
  • Cirurgias espirituais


1 - Todos esses dados foram extraídos de uma palestra sobre a Doutrina Kardecista e a Saúde, assistida no dia 13/09/1999, na disciplina de Tópicos Especiais em Endemias, Ambiente e Sociedade I, oferecida pelos professores Victor Valla e Eduardo Stotz, na ENSP.

2 - Mocidade é o nome dado ao grupo formado por jovens espíritas.

 
 
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