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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Jogos de poder instituindo saber sobre as lesões por esforços repetitivos: as redes discursivas da recusa do nexo "
Marilene Affonso Romualdo  Verthein

Tese apresentada com vistas à obtenção do Título de Doutor

Orientador:  
Data de entrega: Março de 2001

    RESUMO
    JOGOS DE PODER INSTITUINDO SABER SOBRE AS LESÕES POR ESFORÇOS REPETITIVOS :AS REDES DISCURSIVAS DA RECUSA DO NEXO
    CAPÍTULO 1 - A CONSTRUÇÃO DO "SUJEITO-DOENTE" EM LER
    CAPÍTULO 2 - O TERRITÓRIO DA DOENÇA RELACIONADA AO TRABALHO :O CORPO E A MEDICINA NAS LER
    CAPÍTULO 3 - AS ARMADILHAS :BASES DISCURSIVAS DA NEUROPSIQUIATRIZAÇÃO DAS LER
    CAPÍTULO 4 - A INSCRIÇÃO DAS LER COMO "DOENÇA DE MULHERES"
    CONCLUSÃO
    BIBLIOGRAFIA
    ANEXO 1
    ANEXO 2
    ANEXO 3
    ANEXO 4

Resumo:
Nosso projeto "Jogos de poder instituindo saber sobre as Lesões por Esforços Repetitivos: as redes discursivas da recusa do nexo" foi apresentado ao Centro de Estudos de Ecologia Humana e Saúde do Trabalhador, da Escola Nacional de Saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz, em março de 1997. Partimos das análises da Norma Técnica de Avaliação da Incapacidade e de suas revisões, das entrevistas com os médicos peritos do INSS/RJ, com trabalhadores e profissionais de saúde, do levantamento de dados dos processos encaminhados ao INSS/RJ para reconhecimento do nexo entre as LER e o trabalho e de algumas publicações que polemizavam o tema. Buscamos delinear os caminhos que marcaram a ruptura do enunciado das LER como doença do trabalho ao ser introduzida a questão do fator de predisposição ao adoecimento, da doença degenerativa e da simulação nos diagnósticos das LER. Organizamos a apresentação da discussão em 4 (quatro) artigos: 1- A construção do "sujeito-doente" em LER, trazendo a analise das rupturas que marcaram os caminhos de leitura neuropsiquiátricas no INSS/RJ; 2- O território da doença relacionada ao trabalho: o corpo e a medicina nas LER, delineando as bases históricas do entendimento da leitura dos corpos que servem à noção da doença como inutilidade; 3- A armadilha: as bases discursivas da neuropsiquiatrização nas LER, focalizando a discussão da Austrália na década de 80 e seus desdobramentos nessa rede discursiva; 4- As LER inscritas como "doenças de mulheres", discutindo as implicações das alianças entre mulheres, doença e predisposição para a descaracterização das LER como doenças do trabalho. Concluímos esta tese mostrando a complexidade do entendimento da análise das LER. O nosso propósito foi mostrar, nas malhas dessa rede das práticas discursivas em relação ao nexo das LER, as relações de poder e as construções de saber que legitimavam algumas verdades e como estas eram assimiladas pelos peritos, pelos trabalhadores, pelos profissionais de saúde, pelos sindicatos. E ainda como esse saber/poder foi disseminado pelas normas, pelos regulamentos, pelas disciplinas que articulavam corpo, trabalho e saúde.


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