HomeLista de Teses >  [COMPROMETIENDO LA ESTRUCTURA OSTEO-FACIAL DE LAS P...]
 
 
 

Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Comprometiendo la estructura osteo-facial de las poblaciones humanas del Antiguo Perú por la Leishmaniasis Tegumentaria de forma mucosa"
Alfredo José  Altamirano Enciso

Tese apresentada com vistas à obtenção do Título de Doutor

Orientador: Mauro Celio de Almeida Marzochi
Data de entrega: Junho de 2000

    RESUMO
    CAPÍTULO 1 - INTRODUCCION
    CAPÍTULO 2 - LA PREHISTORIA ANDINA
    CAPÍTULO 3 - ESTADO ACTUAL DEL CONOCIMIENTO DE LAS LEISHMANIASES
    CAPÍTULO 4 - REVISION DE ANATOMIA
    CAPÍTULO 5 - OBJETIVOS E HIPOTESIS
    CAPÍTULO 6 - MATERIAL Y METODOS
    CAPÍTULO 7 - RESULTADOS
    CAPÍTULO 8 - DISCUSION
    CAPÍTULO 9 - CONCLUSIONES
    CAPÍTULO 10 - REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
    ANEXO 1 :CASUÍSTICA DE LTA DE FORMA MUCOSA DEL CPQ-HEC/FIOCRUZ, RIO DE JANEIRO, CON DESTRUCCION OSTEO-FACIAL(54)
    ANEXO 2 :FICHAS DE INVESTIGACION PALEOPATOLOGICA
    ANEXO 3 :DOCUMENTOS DEL SIGLO XVI SOBRE LTA



Resumo:
De 1900 a 1995, quatro foram as razões que justificavam a defesa da antigüidade da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Peru: 1) a existência de certas peças de cerâmica antropomórfica Mochica, ou huacos, com mutilações principalmente dos lábios superiores e do nariz; 2) as breves referências proporcionadas por alguns cronistas da Conquista e do primeiro período da Colônia; 3) a existência de determinados termos quíchuas, que indicariam idéias assimiláveis ao da uta; e 4) a área de distribuição epidemiológica atual bem definida e fixa através do tempo. No entanto, todas eram evidências fracas e indiretas, e sem contexto arqueológico. Assim, o presente estudo objetiva à procura de material humano paleopatológico, que ao mesmo tempo constitua evidência direta que possa contribuir para a solução definitiva dessa questão que já dura aproximadamente um século. A evidencia paleopatólogica de acometimento mucoso deformante em populações humanas do antigo Peru sugere a presença do LTA em uma possível população agrícola que viveu próximo de área atualmente endêmica de leishmaniose, entre os séculos XIV-XVI. As populações oriundas do Peru que habitam determinadas regiões endêmicas "aparentemente" não são afetadas por esta patologia, provavelmente pela antigüidade da mesma nessa região. A metodologia é concernente a da anatomia patológica, passando por 2 etapas: Primeiro foi definir o padrão patológico de LTA da forma mucosa no crânio humano, selecionando pacientes em tratamento no Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, com história clínica e destruição do maciço facial, principalmente da cavidade oro-nasal. Detectamos 7 casos ocasionados por Leishmania (V.) braziliensis: 6 homens e 1 mulher, todos maiores de 35 anos de idade. Tomaram-se chapas radiográficas e tomografia axial do crânio. Isto serviu para definir o padrão patológico ósseo. Segundo, a procura de um material arqueológico que se prestasse a esta comparação. Assim, revisamos 241 crânios procedente do cemitério Inca de Makat-tampu, vale de Rímac, Lima, Peru. Felizmente a conservação do material ósseo era ótima; e assim, selecionamos 5 casos (4 homens e 1 mulher) adultos maiores de 35 anos de idade com destruição naso-palatino que se enquadram aos critérios estabelecidos na casuísta 1. Também, outras coleções cranianas de Ancón, Chilca, Huarochiri e Zapán, localizados em Lima, foram comparadas mais não tem contexto arqueológico. Estes sítios encontram-se próximos à área atualmente endêmica de LTA e somente Huarochiri está dentro desta. A taxa de 2,07% de lesões mucosas compatíveis com LTA pode sugerir que a prevalência era alta em tempos pré-colombianos confirmando a hipótese e os antecedentes indiretos. Este estudo paleopatológico tem por base o enfoque bio-cultural, procurando aproximar a reconstrução histórica da vida cotidiana dos homens agrícolas do vale de Rímac, durante a ocupação Incaica, entre os séculos XIV e XVI depois de Cristo.

  Início