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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Mortalidade por câncer de colon e reto e perfil de consumo alimentar em capitais brasileiras"
Fabrícia Junqueira das  Neves

Dissertação apresentada com vistas à obtenção do Título de Mestre

Orientador: Inês E. Mattos
Data de entrega: Abril de 2002

    RESUMO
    INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 1 - MORTALIDADE POR CÂNCER DE CÓLON E RETO NAS CAPITAIS BRASILEIRAS (PERÍODO DE 1980 - 1997)
    CAPÍTULO 2 - ESTUDO DE CORRELAÇÃO ENTRE TAXAS DE MORTALIDADE POR CÂNCER DE CÓLON E RETO E VARIÁVEIS ALIMENTARES EM ALGUMAS CAPITAIS BRASILEIRAS
    CAPÍTULO 3 - CONCLUSÃO
    CAPÍTULO 4 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    ANEXO I
    ANEXO 2

Resumo:
No Brasil, os tumores de cólon e reto estão entre as cinco localizações anatômicas mais importantes em termos de mortalidade, para ambos os sexos. A etiologia do câncer de cólon e reto é complexa e vários fatores estão envolvidos na sua gênese, entre eles, os fatores da dieta. O Brasil apresenta perfil alimentar heterogêneo nas suas regiões geográficas. Com o objetivo de descrever o padrão de mortalidade por câncer de cólon e reto nas capitais brasileiras, no período de 1980 - 1997, foram utilizados os óbitos por câncer de cólon (153.0 - 153.9, na CID 9 e C18.0 - C18.9, na CID 10) e reto (154.0 - 154.1, na CID 9 e C19 e C20, na CID 10), de indivíduos de ambos os sexos, residentes nas capitais dos estados brasileiros. Estes dados foram correlacionados com perfis de consumo alimentar e renda média do chefe de família, obtidos no ENDEF e no Censo Demográfico do IBGE. A tendência das taxas de mortalidade por câncer de cólon e reto foi analisada com base no percentual médio anual de variação, e as correlações entre consumo alimentar e renda média do chefe de família e mortalidade por essa neoplasia foram analisadas por regressão linear simples e múltipla. As maiores taxas de mortalidade padronizadas por câncer de cólon/reto foram observadas nas regiões Sul e Sudeste, variando entre 8,03 e 10,71, no período 1980-1997, sendo que Porto Alegre (11,86, triênio 1995/97), Curitiba (9,41), São Paulo (10,83) e Rio de Janeiro (9,58) apresentaram as maiores magnitudes de taxas. Todas as regiões apresentaram uma tendência de incremento da mortalidade por câncer de cólon/reto, no período 1980 - 1997. O sexo masculino apresentou taxas mais elevadas, nas capitais das regiões Sul e Sudeste, com razão homem/mulher variando entre 1,01 e 1,28, no triênio 1995/97. A análise isolada do câncer de cólon e reto mostrou um comportamento semelhante, sendo que as taxas de mortalidade padronizadas foram maiores para o câncer de cólon e apresentaram maior percentual médio anual de incremento, no período analisado. As diferenças das taxas de mortalidade por câncer de cólon e reto nas capitais, poderiam ser explicadas pela variação do total calórico e do consumo de carnes e legumes/frutas. O modelo multivariado final foi capaz de explicar 92% da variação das taxas de mortalidade padronizadas por câncer de cólon e reto, nas capitais estudadas.


Palavras-chave:
câncer de cólon e reto; mortalidade; tendência; dieta

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