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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Ciclo enzoótico de transmissão da Leishmania (Leishmania) chagasi (Cunha e Chagas, 1937) no ecótopo peridoméstico em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro-RJ: estudo de possíveis variáveis preditoras"
Maria Alice Airosa  Cabrera

Dissertação apresentada com vistas à obtenção do Título de Mestre

Orientador: Luiz Antonio Bastos Camacho
Data de entrega: Maio de 1999

    RESUMO
    CAPÍTULO 1 - REVISÃO DE LITERATURA
    CAPÍTULO 2 - A QUESTÃO
    CAPÍTULO 3 - OBJETIVOS
    CAPÍTULO 4 - MATERIAIS E MÉTODOS
    CAPÍTULO 5 - RESULTADOS
    CAPÍTULO 6 - DISCUSSÃO
    CAPÍTULO 7 - CONCLUSÕES
    CAPÍTULO 8 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    ANEXO 1

Resumo:
Barra de Guaratiba é uma região litorânea do Município do Rio de Janeiro onde a Leishmaniose Visceral Americana é endêmica. É um local onde a soroprevalência canina é 25% e, durante os três anos de estudo na área, foram notificados onze casos humanos. As atuais estratégias de controle não conseguem erradicar a doença provavelmente porque existem na área, fatores que interferem na transmissão da L.(L.) chagasi que não estão sendo considerados. A distancia da residência do cão à mata, a altitude da residência, o confinamento do cão ao quintal da casa, a visita de gambás (Didelphis marsupialis) ao peridomicílio e o sexo dos cães foram avaliadas através de análise uni e multivariada buscando identificar possíveis fatores de risco para a transmissão em cães da L.(L.) chagasi em Barra de Guaratiba. Considerou-se que as medidas de controle não constituíram uma variável já que são aplicadas de forma regular em toda a área. Foram examinados sorologicamente 365 cães - 73% da população canina estimada - pela Reação de Imunofluorescência Indireta(RIFI). Após o exame o proprietário respondeu algumas perguntas sobre o cão e sobre a visita de marsupiais ao peridomicílio. Neste momento, altitude da residência foi medida através de um altímetro e distância à borda da mata foi estimada. Armadilhas luminosas foram colocadas, durante 1 ano, em 5 pontos da área onde comprovadamente ocorreu transmissão natural. Vinte e nove por cento dos 31 gambás capturados na área apresentaram sorologia positiva para L.(L.) chagasi. Apesar da borrifação semestral com inseticida, de todos os domicílios, 26 exemplares de Lu. longipalpis foram encontrados nos pontos de coleta. A distância da residência à mata, a visita do gambá ao peridomicílio e a altitude da residência foram consideradas variáveis preditoras da infecção em cães pela L.(L.) chagasi em Barra de Guaratiba e nossos resultados demonstram a existência de um ciclo enzoótico silvestre no local e, embora nos faltem dados para incriminar o gambá (D. marsupialis), como reservatório primário, as evidências nos levam a sugerir fortemente que ele represente um papel importante na manutenção da L.(L.) chagasi no peridomicílio.


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