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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Estudo da prevalência da Filariose Bancroftiana e Loana na Vila do Buco-Zau, Norte de Angola"
Francisco  Bungo

Dissertação apresentada com vistas à obtenção do Título de Mestre

Orientador: Cláudio José Struchiner
Data de entrega: Junho de 2002

    RESUMO
    CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 2 - DO ESTUDO
    CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA
    CAPÍTULO 4 - RESULTADOS
    CAPÍTULO 5 - DISCUSSÃO
    CAPÍTULO 6 - CONCLUSÕES
    CAPÍTULO 7 - RECOMENDAÇÕES
    CAPÍTULO 9 - APÊNDICES
    CAPÍTULO 10 - ANEXO 1
    CAPÍTULO 11 - ANEXO 2
    CAPÍTULO 12 - ANEXO 3
    CAPÍTULO 13 - ANEXO 4

Resumo:
A filariose linfática continua sendo um grande problema de Saúde Pública em África e é uma das seis doenças declaradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como potencial a sua erradicação global. É endêmica em 80 países, distribuídos geograficamente nas áreas tropicais e subtropicais, entre a latitude 40° Norte e 30° Sul, afetando mais de 120 milhões de pessoas no mundo. A incapacidade física associada a graves manifestações clínicas enfatiza a significância da filariose bancroftiana como um grande problema de saúde pública substanciada a conseqüências socioeconômicas. Com objetivo de estimar a prevalência de microfilaremia e doença filarial bancroftiana e loana, foi realizado no primeiro trimestre de 2001, um estudo seccional clínico-laboratorial na vila do Buco-Zau, Província de Cabinda, norte de Angola. Foi selecionado aleatoriamente três dos cinco bairros que compõem à vila, e 2169 indivíduos foram elegíveis para o estudo. No total foram estudados 300 indivíduos de ambos sexos maiores de 4 anos de idade morando há mais de um ano no Município de Buco-Zau. Cada indivíduo da amostra foi submetido a um questionário individual e domiciliário e a exames de sangue. A coleta sangüínea para pesquisa de microfilárias W. bancrofti foi feita no período das 22 e 1 hora e para microfilárias L. loa no horário entre 11 e 13 horas. Os indivíduos com amostras com resultado negativo no primeiro exame foram novamente testados. Para a doença filarial observou-se uma prevalência de 46,33% enquanto que a microfilaremia da filariose bancroftiana foi de 21,33% e, 22,67% na filariose loana. Entre os homens, o hidrocele foi a manifestação clínica mais prevalente (10,33%) na filariose bancroftiana, e nas mulheres, o linfedema (2,78%). Na filariose loana, o edema de Calabar e a presença de macrofilária na conjuntiva ocular apresentaram prevalências de 4.33% e 2.33%, respectivamente. Houve 8,33% de indivíduos, com idade variando de 15 a 49 anos, que simultaneamente apresentaram microfilaremia positiva para ambas filariose. Os resultados observados indicam que a filariose bancroftiana e loana são de alta endemicidade na área de estudo, e, portanto, representa um grande problema de saúde pública que requer intervenção urgente das autoridades locais para a sua prevenção e controle.


Palavras-chave:
Wuchereria bancrofti; Loa loa; prevalência; endemia; Angola

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