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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Política de prevenção ao HIV/AIDS no Brasil: o lugar da prevenção nessa trajetória"
Fátima Maria Gomes da  Rocha

Dissertação apresentada com vistas à obtenção do Título de Mestre

Orientador: REGINA C.A . BODSTEIN
Data de entrega: Abril de 1999

    RESUMO
    INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 1 - RESPOSTAS INSTITUCIONAIS :A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO DISCURSO NA SAÚDE PÚBLICA
    CAPÍTULO 2 - RUMOS DA POLÍTICA DE CONTROLE DA AIDS NO BRASIL
    CAPÍTULO 3 - PREVENÇÃO - SENTIDO(S) DESTA PRÁTICA
    CAPÍTULO 4 - O(S) CAMINHO(S) DA(S) EXPERIÊNCIA(S) - O QUE CONTAMOS SOBRE ELE(S)
    CAPÍTULO 5 - BALANÇO DO PANORAMA APRESENTADO E NOTAS PROSPECTIVAS
    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Resumo:
Este trabalho resgata aspectos da trajetória histórica da política oficial de prevenção à AIDS no Brasil, focalizando as questões relativas ao campo da transmissão sexual. Investigamos os paradigmas presentes no processo de formação dessa política, refletindo ainda sobre os seus atuais desafios - pauperização da epidemia e avanços terapêuticos. O estudo da questão contemplou os depoimentos de pessoas-chaves na formulação e implementação das respostas políticas institucionais no âmbito do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Saúde do Rio, incluindo ainda dois representantes de instâncias não-governamentais. Procuramos através dos discursos desses atores identificar o lugar que a prevenção vem ocupado historicamente e o sentido de sua contribuição na implementação da política de controle à AIDS. Complementamos o trabalho de campo com as análises sobre os documentos oficiais. A análise identificou que a dinâmica da história da política de prevenção à AIDS tem sido feita através do jogo de relações dos interesses entre os diversos atores envolvidos. A normatização dos comportamentos esteve presente de forma importante nessa trajetória, demonstrando a importância da inculcação de normas morais no direcionamento das estratégias educativas.Observou-se ainda tendência a mudança no direcionamento da política de controle e prevenção, ameaçando conquistas e a inversão de investimentos realizadas até então. A proposta de vulnerabilidade e o paradigma da promoção à saúde foram considerados referências importantes para a implementação das políticas atuais, contribuindo para integração das ações de prevenção e assistência e para articulação com outros instâncias situadas fora da área da saúde.


Palavras-chave:
AIDS; Prevenção; Políticas Públicas

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