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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"Tumores do sistema nervoso central: fatores prognósticos relacionados à sobrevida em crianças e adolescentes em duas coortes"
Regina Moreira  Ferreira

Tese apresentada com vistas à obtenção do Título de Doutor

Orientador: Sérgio Koifman
Data de entrega: Dezembro de 1999

    RESUMO
    CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 2 - TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
    CAPÍTULO 3 - JUSTIFICATIVAS
    CAPÍTULO 4 - OBJETIVOS
    CAPÍTULO 5 - MATERIAL E MÉTODOS
    CAPÍTULO 6 - RESULTADOS
    CAPÍTULO 7 - DISCUSSÃO
    CAPÍTULO 8 - CONCLUSÕES
    CAPÍTULO 9 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    PRINCIPAIS ESTUDOS SOBRE FATORES PROGNÓSTICOS E SOBREVIDA DE PACIENTES PORTADORES DE TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
    INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS
    DADOS DEMOGRÁFICOS
    DADOS CLÍNICOS QUE FORAM ANALISADOS QUANTO À SOBREVIDA
    DADOS RELACIONADOS À CIRURGIA
    DADOS RELACIONADOS À RADIOTERAPIA
    DADOS RELACIONADOS À QUIMIOTERAPIA
    ESQUEMA QUIMIOTERÁPICO I: "8 DROGAS EM UM DIA

Resumo:
Foram estudados 247 pacientes menores de 21 anos, portadores de tumores do sistema nervoso central, matriculados no Hospital do Câncer do Rio de Janeiro e no Hospital do Câncer de São Paulo, entre 1985 e 1993 com o objetivo de avaliar os fatores prognósticos relacionados com a sobrevida. Foi utilizada a técnica de Kaplan-Meier para a análise univariada e a de Cox para a multivariada. As Instituições em estudo foram consideradas similares, permitindo o seu estudo conjunto. Quatro variáveis apresentaram valor preditivo isolado sobre o prognóstico de toda a coorte na análise multivariada: grau de diferenciação celular , realização do tratamento radioterápico , extensão da cirurgia e paralisia de pares cranianos ao diagnóstico. A taxa de sobrevida global de 5 anos foi de 44,40% (EP=3,30%). Apresentaram diferença estatística significativa entre suas categorias as seguintes variáveis: localização anatômica com melhor sobrevida dos tumores supratentoriais em relação aos infratentoriais, os tumores de tronco apresentaram pior sobrevida comparados ao restante da coorte, os tumores de tronco difusos apresentaram pior sobrevida em relação aos localizados, realização cirúrgica apresentando melhor evolução aqueles que a realizaram , realização de mais de uma cirurgia inicial apresentando melhor evolução aqueles que realizaram apenas uma intervenção, realização de tratamento quimioterápico apresentando melhor evolução aqueles que não o realizaram, interrupções do tratamento quimioterápico apresentando melhor evolução aqueles que não o interromperam. Não foram significativas: sexo, idade, dose de radioterapia, implantes de derivações, tipo e momento da realização da quimioterapia. A probabilidade de sobrevida acumulada após cinco anos dos tipos histológicos mais freqüentes foram: astrocitomas 65,22% (EP=6,15%), meduloblastomas 42,92% (EP= 7,10%), ependimomas 40,14% (EP=8,36%). A piores taxas de sobrevida associadas ao uso da quimioterapia foram provavelmente relacionadas à heterogeneidade dos grupos quanto à sua gravidade clínica. O tempo de demora para o encaminhamento, o número de instituições procuradas, o pequeno número de ressecções completas, o elevado percentual de não realização cirúrgica foram relacionados com a possibilidade de chegada em fase avançada aos centros especializados.

Palavras-chave:
Neoplasias do sistema nervoso central; criança; adolescência; sobrevivência; prognóstico; Central nervous system neoplasms; child; adolescence; survival; prognosis

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