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Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"A migração em um novo contexto sócio-cultural: o provisório permanente"
Eliane Chaves  Vianna

Dissertação apresentada com vistas à obtenção do Título de Mestre.

Orientador: Paulo Duarte de Carvalho Amarante
Data de entrega: Março de 1998

    RESUMO
    INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 1 - MIGRAÇÃO - UMA SAGA
    CAPÍTULO 2 - METODOLOGIA
    COMENTÁRIOS FINAIS
    BIBLIOGRAFIA

Resumo:
O presente estudo aborda o fenômeno da migração interna, ocorrida em direção a região Norte do Brasil, como um exemplo do novo fluxo migratório detectado no Censo de 1991, ou seja, a procura de cidades menores e \ ou periféricas (Bremeker, 1997). Enfocamos a mudança como processo obrigatório na vida do migrante, entendida e percebida como algo não restrito à transferência geográfica apenas, mas à modificação de hábitos, costumes, pressupostos e cultura, e suas consequências para o seu adoecimento ou sofrimento, sendo necessária a elaboração de novos mecanismos para suportarem tantas transformações e faltas. Utiliza-se para retratar as dificuldades do novo contexto do migrante, a Metáfora Provisório-Permanente, construída a partir da literatura especializada (Ferreira, 1996; Menezes, 1976; Piore, 1979; Rebello, 1997; Sales, 1991), que ressalta as intenções de retorno do migrante à sua origem, expressas desde sua partida, bem como do próprio contexto da cidade escolhida para esta investigação, Boa Vista- RR. Para tanto parte-se da experiência da autora na área da saúde mental, visando justificar e explicar os interesses pelo tema da migração e as peculiaridades da cidade a ser investigada. Como sujeito da pesquisa foi eleito o profissional de saúde de nível superior, residente na cidade de Boa Vista, oriundo das regiões Sul e Sudeste do Brasil, e como local de investigação o Hospital Geral de Roraima (HGR). O tratamento do material coletado foi baseado na análise indiciária de fontes orais proposta por Ginzburg (1991), visto se tratar de uma pesquisa qualitativa. Como conclusões observou-se: a "nordestificação" da migração como fator preponderante para a sua representação e a entrega total ao trabalho, como mecanismo usado para amenizar o sofrimento e as faltas advindas da mudança de contexto sociocultural. No entanto, tais reelaborações se dariam a partir do background cultural do sujeito. Assim, confirmou-se o pressuposto de que a cultura, interferiria na forma de representar e explicar a vivência migrante.


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