HomeLista de Teses >  [A AIDS E AS MULHERES JOVENS: UMA QUESTAO DE VULNER...]
 
 
 

Fundação Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública

"A AIDS e as mulheres jovens: uma questão de vulnerabilidade"
Kátia Regina de Barros  Sanches

Tese apresentada com vistas à obtenção do Título de Doutor.

Orientador: Euclides Ayres Castilho
Data de entrega: Julho de 1999

    RESUMO
    INTRODUÇÃO
    CAPÍTULO 1 - OS CAMINHOS DA AIDS NO BRASIL
    CAPÍTULO 2 - AIDS E AS MULHERES NO BRASIL
    CAPÍTULO 3 - PENSANDO O PROBLEMA
    CAPÍTULO 4 - CARACTERIZAÇÃO DE ESTUDO
    CAPÍTULO 5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO
    CAPÍTULO 6 - CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Resumo:
Esta trabalho teve como objetivo, caracterizar a vulnerabilidade individual, em relação às práticas e atitudes sobre a sexualidade, de estudantes do sexo feminino, do primeiro ano de cursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, visando subsidiar intervenções preventivas à transmissão do HIV. Trata-se de um estudo transversal descritivo, com uma amostra probabilística de 600 indivíduos, do sexo feminino. Jovens entre 16 e 25 anos, estudantes dos cursos de Administração, Arquitetura, Biologia, Economia, Enfermagem, Engenharia Química, Matemática e Serviço Social responderam a um questionário individual composto por perguntas de múltipla-escolha e perguntas abertas. As questões abrangeram dados que possibilitaram caracterizar esse grupo de universitárias segundo as dimensões da vulnerabilidade social e individual ao HIV. Os resultados indicaram que, de uma maneira geral, essas estudantes têm um bom conhecimento sobre os mecanismos de transmissão do HIV, o que não se traduz de forma direta, na adoção de práticas de sexo seguro. Essas jovens têm um reduzido número de parceiros sexuais e associam diretamente o sexo ao relacionamento afetivo-amoroso. Apresentam baixa percepção de susceptibilidade pessoal ao HIV. Para elas o sexo seguro baseia-se em ter parceiro único e "escolhido". O uso dos preservativos está mais relacionado a práticas anticoncepcionais em "períodos específicos" e sua não utilização é justificada pelo conhecimento e confiança no parceiro. Com base nos dados desse estudo, sugere-se que as estratégias de intervenção para essas jovens, além do repasse de informações sobre saúde sexual e reprodutiva, deveria também incluir estratégias de fortalecimento individual e reforço da auto-estima. Os programas de intervenção deveriam fazer todo o esforço em orienta-las para alterar os comportamentos que as ponham a risco.


Palavras-chave:
Aids; Mulheres; Estudantes; Vulnerabilidade

  Início